Onde estamos

Em Sines, desde 4 de Julho de 2003, ao fundo da avenida principal da cidade, onde acabam os prédios e começam as vivendas, volta à esquerda e... chegou!

Av. 25 de Abril, 8 - loja C

7520-107 SINES

T.: 269630954

F.: 269630955

adasartes@gmail.com

http://adasartes.blogspot.com

sexta-feira, outubro 29, 2010

Os livros que se publicam, as listas dos mais vendidos, os prémios literários e aquilo que mais interessa

Há épocas do ano em que, apesar da profusão de novas edições que surgem diariamente nas livrarias, não me é muito fácil escolher um livro para ler. Possivelmente porque sou preguiçoso e estou sempre à espera da nata. Talvez seja por isso ou porque já não tenho paciência para o estilo de publicações com que o mercado editorial vai seduzindo não só leitores mas, acima de tudo, não leitores.

São títulos e personalidades que, cada vez mais, interessam a uma parte do sector editorial. Algumas das vezes, infelizmente, àquela parte que tem dinheiro para esbanjar na habituação, no vício, na publicidade e no marketing, para depois ir colher os frutos que quer. Frutos que já não custam tanto dinheiro a produzir. É uma opção de um sistema que valoriza apenas o material, a imagem, o parecer-se com. Daí, muitas das publicações que aprecem nas montras parecerem-se com livros mas serem apenas um produto. Com embalagens vistosas e publicidade em tudo o que é sítio. Não me admira, pois, que se vendam ao lado dos legumes e das mercearias.

Pelo contrário, há publicações que apenas se vendem nos estabelecimentos da especialidade. Como os medicamentos. São livros perigosos, que servem para curar doenças ou alimentar o espírito. Como os remédios deste tipo que só se vendem nas farmácias, são livros que apenas se encontram nas livrarias. Porque são perigosos mas, em geral, não são rentáveis.

Gostaria que António Damásio tivesse vida e saúde para ter tempo de estudar e publicar os motivos que levam a este estado mental. Poderia ser que conseguisse iluminar algumas cabeças pensantes. Pode ser que o seu último livro “O Livro da Consciência – A construção do cérebro consciente” possa já dar uma pequena ajuda. Até porque o livro, para o género, até se vende bem ocupando mesmo um bom lugar no top da livraria A das Artes.

Aqui, a nossa lista dos mais vendidos, desta vez, até tem coincidência com as listas dos grandes grupos livreiros. Mas as listas valem o que valem. Há livros dessas listas de grandes vendedores que não saem das prateleiras ou das mesas da livraria de província. Sejam eles publicitados ou mesmo premiados. Por exemplo, sendo um dos autores que até se vende bem por aqui, desde o anúncio do Prémio Nobel da Literatura de 2010, só um cliente nos procurou por livros de Mário Vargas Llosa. Há mistérios insondáveis dignos de um estudo sociológico.

E este é o prémio Nobel! Imaginem as dezenas de outros prémios que aparecem anunciados nas capas, prémios de que ninguém ouviu falar senão o Editor quando visitou a Feira de Frankfurt.

Felizmente há quem aposte no prémio da qualidade. Autores, Editores, livreiros e, felizmente, alguns leitores. Esse é o prémio que apenas com a leitura se afere. Somos nós, leitores, que o atribuímos. Ao ler, ao falar do livro, ao divulgá-lo. E isso é o que mais interessa.


=============== I N T E R L Ú D I O ===============================================

É com prazer que divulgo os livros mais vendidos na livraria A das Artes na época pós-férias de Verão. E com redobrado prazer dizer que nove dos doze mais vendidos são de autores de língua portuguesa. Sobram dois autores de língua castelhana e uma italiana.

Vejamos, então, a nossa dúzia mais vendida nos últimos tempos:

Em primeiro lugar o mais recente romance de João Tordo, O Bom Inverno, autor que ocupa ainda o segundo lugar com a história que fez passar-se em Santiago do Cacém, As Três Vidas; Livro, de José Luís Peixoto em terceiro; Segue-se o livro póstumo de António Feio, Aproveitem a Vida; Não podemos fugir ao quinto lugar de Sveva Casati Modignani com o seu Esplendor da Vida; Carlos Ruiz Záfon segue em sexto com Marina que, apesar de escrito antes de A Sombra do Vento apenas agora foi publicado em Portugal; Depois, enfim, depois vem aquele que considero o livro do ano O viajante do século de Andres Neuman; Voltamos aos portugueses com a Caderneta de Cromos de Nuno Markl; O livro da Consciência de António Damásio; tornamos a João Tordo com Hotel Memória, o seu terceiro romance; José Eduardo Agualusa já aparece na lista com Milagrário Pessoal, um ensaio sobre a língua portuguesa disfarçado de romance, como disse um crítico. Quanto a mim, mais uma excelente obra do autor angolano. Finalmente, o brasileiro Laurentino Gomes que, depois do grande êxito de 1808, publica agora 1822.

As listas, como disse, valem o que valem. Para mim, esta é mesmo muito valiosa.

Joaquim Gonçalves
Sines, 19 de Outubro de 2010

sexta-feira, agosto 06, 2010

De se tirar o chapéu

Sines, nesta época do ano, é ponto de passagem de alguns e de destino de outros. O mar, praia, sol e outras coisas que os forasteiros cá descobrem.

A livraria fica perto do parque de campismo que, por razões que desconheço, este verão apenas esteve aberto durante o Festival Músicas do Mundo. De qualquer forma, sendo uma zona comercial, as pessoas passeiam-se, principalmente durante a manhã, com carrinhos de bebé, sem carrinhos de bebé, em pequenos grupos, aos pares, solitários, mãos atrás das costas, desviando-se dos montes que os cães deixam nos passeios e das paredes mijadas até à altura do alçar da perna, vendo as montras ou, mesmo, não vendo nada.

É de manhã também que, de vez em quando, vou até porta e espreito o mar, à esquerda, lá ao fundo, um ou outro navio a chegar conduzido pelos potentes rebocadores; imaginando os corpos ao sol estendidos na areia.

Cumprimento com um aceno pessoas que me cumprimentam de dentro de carros que passam. Normalmente não consigo vislumbrar quem lá vai mas a educação nunca fez mal a ninguém e eu até gosto de ser cumprimentado. Bons dias de um ou outro idoso que só conheço do seu passeio matinal, saído do lar ao virar da esquina e para onde regressa depois da volta ao quarteirão. Também retribuo o aceno de alguns pescadores que, do Bairro Marítimo, ali à direita, balde de plástico pendurado no braço, se dirigem para o porto de pesca ou de lá regressam depois de várias horas no mar.

O interior da livraria está fresco. Para quem gosta de livros, as luzes apagadas ajudam ao ambiente propício para alguns momentos de descontracção. Há quem entre, dê a voltinha e saia. Há quem entre e fique mais um bocado, vendo as novidades nas mesas ou procurando surpresas nas prateleiras. Por vezes sou eu que tenho surpresas. Por vezes aparecem pessoas que gostam de falar de livros. Por vezes inicia-se um namoro sem consequências mas que é bom enquanto dura. Falamos de títulos e de autores, de histórias, contamo-las e ouvimo-las. Não tão raramente quanto isso, há quem pergunte como é vender livros em Sines. E dá? Vai dando, com dificuldades, os encargos são muito grandes… o costume. Mas estamos cá!

Há pouco estava eu à porta a olhar para nada – apenas a descansar do teclado e das facturas. Da esquerda vêm surgindo pessoas. Um casal, calções e chinelos; uma senhora com saco da loja de roupas; três raparigas, uma delas com filmes de vídeo numa mão e o telemóvel na outra, digitando freneticamente. Um pouco atrás um homem alto, mais de setenta anos, roupa desportiva mas clássica, clara, óculos escuros acastanhados, boné bege na cabeça. Traje de passeio e passo de passeio. Detém-se na montra da livraria, observa os livros expostos. Para não incomodar afasto-me um pouco da porta. O senhor também se afasta da montra e dirige-se à entrada. Observo-o pelo canto do olho. Entra. Fico-lhe agradecido. Não só pelo facto de entrar. Entrar muita gente entra e é claro que é gratificante que isso aconteça.

Mas, é que, no momento de entrar na livraria, este senhor tirou o chapéu!

Joaquim Gonçalves

quinta-feira, maio 20, 2010

livreiro encalorado

Hoje está muito calor. Os vidros da montra e das portas estão cobertos de mosquitos irritantes. No muro ali em frente, do outro lado da rua, enfileiram-se milhares de minúsculas formigas.
O livreiro fecha as portas para não ser comido pelos mosquitos, decomposto pelas formigas, derretido pelo calor. Encosta as portas mas deixa a tabuleta “ABERTO”. Olha para o computador e sente saudades do livro que deixou na página 384. Ali mesmo, onde Sophie e Hans se preparam para traduzir Bocage e Leopardi. “O Viajanet do Século”. Que deleite!
Passam poucos minutos das três da tarde e já espreitou a Internet: As últimas da ópera bufa dos impostos; da Feira do Livro de Lisboa que, este ano, teima em não acabar; Da Feira do Livro do Porto que, este ano, arrecadou para si toda a polémica; espreitou, muito de mansinho, para ela não dar por isso, a conta no banco… Melhor dito: a “desconta”(!) do banco!
O livreiro não sai de trás do balcão e olha para “O último leitor” e “Santa Maria do Circo” que, numa das mesas em frente, o chamam. Lá perto, “O físico prodigioso” não consegue mezinhas para esticar o tempo. Tempo para ler o que é preciso. O que apetece.
Mais uma mirada à Internet, outra vez um saltinho aos blogues literários e salta a palavra “bibliodiversidade”. Sim, é o que oferecem as livrarias independentes. Mas independentes de quê? De quem? Se o livreiro fosse independente queria ser livro! Isso sim! Diria o que quisesse. Faria o que lhe desse na real gana… até que o queimassem… Ou guilhotinassem!
Mas o livreiro não é livro. É, apenas, livreiro. Aliás, talvez nem isso! Basta ir à Repartição de Finanças e procurar pela lista de profissões. Não há.
Na Argentina, chamou-nos para isso a atenção o blogue da revista Ler, foi fundada a primeira escola de livreiros do País. Na apresentação dizia o respectivo Secretário Estado da Cultura, Jorge Coscia: «La palabra "librero" adquirió un gran prestigio en la cultura argentina. Aparece en el paradigma primero como un hombre que ama y conoce los libros y está grabada a fuego en esta hermosa tradición de la actividad editorial».
Atrás do balcão o livreiro - português, de província, ainda por cima - dá uma espreitadela para lá da montra, para lá dos mosquitos – alguém mira os livros expostos enquanto dura um cigarro. O cigarro acaba-se e a beata vai para o chão. A senhora - é uma senhora - apaga-o com a ponta bicuda do sapato não vá incendiar as pedras da calçada. O livreiro baixa os braços do teclado e prepara-se para ir buscar a vassoura. Livreiro todo-o-terreno, como dizia a colega Lena ao queixar-se das limpezas, dos caixotes, das facturas, das prateleiras, de tanta coisa e da falta de tudo.
O calor não dá tréguas. Nada dá tréguas. Ninguém dá tréguas.
O tempo, principalmente, o tempo, o do relógio é que não dá tréguas mesmo. Na sua construção do passado, da história, da memória.

Da memória do que queríamos ter feito.

O livreiro livra-se, fecha a porta e vai bugiar.

Joaquim Gonçalves

Protesto livreiro

Com a devida vénia, reproduzimos abaixo dois excertos do "Protesto Livreiero" lançado por Jaime Bulhosa no blogue da Pó dos Livros:

"Os efeitos das Feiras do Livro de Lisboa e Porto sobre as já debilitadas tesourarias dos pequenos livreiros, começam a fazer-se sentir muito antes do seu começo e prolongam-se muito para além do seu fim. A influência na captação de público não se limita a retirar clientes às livrarias de Lisboa e Porto, chegando a outras cidades,"

"Se só quisermos ter no mercado editorial e livreiro catálogos de livros que apenas a preguiça mental se sente lisonjeada em ler, então é este o caminho a seguir. Mas, por outro lado, se queremos que se mantenham livrarias de qualidade que dêem resposta aos interesses e necessidades de todos, inclusivamente das minorias, então teremos de ter mais cuidado nas decisões que tomamos, apressadamente, visando unicamente o lucro imediato."

Todo o texto e respectivos comentários aqui:

http://livrariapodoslivros.blogspot.com/2010/05/protesto-livreiro.html

segunda-feira, maio 03, 2010

Os mais vendidos em Abril

01 - As 3 vidas, João Tordo
02 - História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Luís Sepúlveda
03 - O labirinto da água, Eric Frattini
04 - Mitos urbanos e boatos, Susana André
05 - Fúria Divina, José Rodrigues dos Santos
06 - Uma vez na vida, Cathy Kelly
07 - A melodia do adeus, Nicholas Sparks
08 - Manual da Escuridão, Enrique de Hériz
09 - Estar consciente das coincidências, Christiane Águas
10 - Solar. Ian McEwan

segunda-feira, abril 19, 2010

sexta-feira, abril 09, 2010

Revista "Os meus livros"

Revista Os Meus Livros vai regressar
A revista Os Meus Livros, cujo encerramento foi recentemente anunciado pela Entusiasmo Média, vai abrir apenas um mês após ter sido declarada fechada.A Os Meus Livros manterá João Morales à frente da publicação - o editor da revista saiu do grupo aquando do encerramento da publicação - mas desta feita já não sob a direcção da Entusiasmo Média, mas sim da CE Livrarias, pertencente à Coimbra Editora.Ao que tudo indica, vai já sair um número em Maio, sendo que a publicação apenas terá tido a interrupção de um mês.

Retirado, com a devida vénia, de http://blogtailors.blogspot.com/

Saudamos calorosamente o João e a revista, na expectativa de que não fique apenas a servir novo grupo proprietário. O João não ia nisso.

quarta-feira, abril 07, 2010

EXIT Express #51


Chegou o número de Abril da EXIT Express:

EXIT Express # 51 Suicidio y Arte

"Para los artistas, quitarse la propia Vida ha sido una fuente de fructífera Inspiración Que habia Que trasladar um ingenioso lo, uma triste lo, eis uma morboso, um erótico lo, eis um trágico filosófico y lo, um sensacionalista lo ... Sostenidas un espejo como, ESTAS imágenes nsa devuelven el reflejo del artista y de la identidad humana frágil, proporcionando una gran abundancia de Recursos más allá de los exclusivamente Artísticos ".
Ron M. Brown, Autor de The Art of Suicide, Reaktion Books, 2001
"Lo Que es fundamental en el arte y la política, y en todo lo que tenga Que las ver idéias con, con el pensamiento, con la manera en la Que ESTÁ uno en el Mundo, es verdad la. (...) Tiene Que haber una verdad, puede Ser la tuya, Ser puede la Confluencia Entre Lo Que estás haciendo y las condiciones Que te rodean, pero lo que não servi puede es un simulacro ".
Francesc Torres, artista
El Tema Central de abril de EXIT Manifestar, Se aproxima a la representación del suicidio. A través del Texto de Ron de M. Brown, ex-professor de la Leeds Metropolitan University, asistimos um exhaustivo un repaso de imágenes esas polémicas, tan condenadas Como reinterpretadas a lo largo de la historia del arte reciente.
En la Entrevista Central, Rosa Olivares conversa con Francesc Torres, más con un artista de cuarenta años de Trayectoria internacional a sus espaldas Que concibe su trabajo Como con el un oficio Que apelar a la verdad del arte, a la necesidad de crear Algo Que transmita ya la mar Vez atractivo, o pecado atenerse a las necesidades del mercado del arte.
La sección de Exposições incluye Reseñas de Muestras las: Em Rage (Haus der Kulturen der Welt, de Berlim), en torno a la furia del Otro; Eu como Dissappearance (Centre d'Art Contemporain La Sinagoga, Delme), que ABORDA la cuestión del colonialismo; Superficies del deseo (CB, México DF) un acercamiento al mundo del deseo, y la 75 ª Bienal de la edición del Whitney, comisariada Por Francesco Bonami y Gary Carrion-Murayari.
En Perfiles, Se exame la Trayectoria de 13 artistas. La Lista incluye um Belinchón Raúl, Jesús Palomino, Eli Cortiñas, Carmela García, Xavier Arenós, Itziar Okariz, Isabelle Cornaro, Pietro Ruffo, Fernando Kriwet, Gerardo García de la Garza, Esteban Pastorino, James Benning y Kori Newkirk.
Y las habituales secciones de Zona Cero (Sobre la arquitectura Excêntrica mística y de y Friedensreich Hundertwasser Takasaki Masaharu) Mercado (Que se centra en la valorización de los artistas tras su muerte), Versão Original (Éric Rohmer); Convocatorias (Premios, becas Concursos y), Grafistmos (História em quadrinhos e ilustración sección Sobre uma carga de Felipe Hernández Cava, Premio Nacional de Quadrinhos 2009), Publicaciones, Noticias y Bob Deler, La Tira Cómica de Cava & Keko n EXIT Manifestar.
P.V.P.: 10 €

segunda-feira, março 29, 2010

Encontro livreiro

Não foram muitos mas foram bons.
Ontem à tarde, na Culset, em Setúbal, sob a batuta de mestre Manuel Medeiros, reuniu-se um pequeno grupo de pessoas ligadas aos livros e à leitura: livreiros, editores, comerciais, tradutores, escritores, professores...

Depois de um brinde de parabéns ao entusiasta Luís Guerra, da Assírio, falou-se do que importa: livro e leitura.

Para o ano há mais. Mas a promessa é de que vai haver "entretanto"!

Estamos cá para isso!
Mais informações sobre o assunto: encontro.livreiro@gmail.com

segunda-feira, março 15, 2010

Al Berto T-Shirts


A das Artes já tem à disposição a T-Shirt do grande poeta sineense Al Berto.
Em algodão de grande qualidade, com impressão à frente de foto e a frase "no dia em que fiquei cego
decidi ser fotógrafo".
Embalada numa bonita caixa negra cilíndrica. A prenda perfeita!
Disponível em preto nos tamanhos XS-S-M-L-XL.
Preço 22,50€
Ainda disponíveis, também, T-shirts de Fernando Pessoa "tudo vale a pena
se a alma não é pequena" em cinza e em preto.

quarta-feira, março 10, 2010

EXIT Express Revista de Artes de Março acabadinha de chegar

EXIT Express #50 La ciudad: propuestas para el cambio

"Aquella antigua distinción entre ciudad y territorio, entre lo urbano y el paisaje, se rompe hoy día al observar, desde el parabrisas del automóvil o la ventanilla del avión, un territorio discontinuamente urbanizado y un paisaje intermitente que hibrida los usos urbanos con las preexistencias agrícolas y naturales"
Francesc Muñoz. Profesor de la UAB, Barcelona

"Son muchos y muy variados los proyectos artísticos y arquitectónicos que desde mediados del siglo XX han ido creando una extensa red de resistencias críticas a las propuestas más clásicas y racionales"
José Miguel G. Cortés. Profesor de la UPV, Valencia

"La cuestión más grave que está afectando al mundo de la planificación, del proyecto arquitectónico y urbano, es esa pérdida del sentido tradicional de ciudad (...). En este momento, y desde fines del siglo XX, nos encontramos con la emergencia de lugares que ni en términos prácticos ni en términos teóricos pueden ser definidos como ciudades"
Oriol Bohigas. Arquitecto, Barcelona



El paisaje de la ciudad contemporánea es el protagonista del número de marzo de la revista EXIT Express, en el que tanto el Tema Central, dedicado a explorar la homogeneización en el paisaje de las ciudades contemporáneas y las respuestas ofrecidas por el arte contemporáneo, como la Entrevista Central, centrada en repasar la trayectoria del arquitecto y teórico catalán Oriol Bohigas, completan un detallado análisis de los intereses que guían los actuales modelos de planificación metropolitana a escala global.

La sección de Exposiciones incluye reseñas de las exposiciones NIET NORMAAL, La diferencia expuesta (Beurs van Berlage, Ámsterdam), que ilustra la realidad cotidiana de las personas minusválidas; Double Bind (Villa Arson, Niza), que aborda los conceptos de transmisión y traducción de la obra de arte contemporánea; Barock, Arte, ciencia, fe y tecnología en la edad contemporánea (MADRE, Nápoles) que da cuenta de la pervivencia del barroco en el arte contemporáneo; y Malas Calles (IVAM, Valencia), que analiza el arte del siglo XX a través del paisaje de la ciudad.


En Perfiles, se analiza el trabajo y la trayectoria de diez artistas: Regina de Miguel, Luz Broto, Carlos Schwartz, Matías Sánchez, Tanit Plana, Fabiola Torres-Alzaga, Adrián Villar Rojas, Miroslaw Balka, Cao Fei y el colectivo The Yes Men.

Y las habituales secciones de Zona Cero (sobre arquitectura sostenible), Mercado (con especial atención a los resultados de ARCOmadrid_2010, a través de las palabras de sus protagonistas, los galeristas), Versión Original (centrada en dos festivales cinematográficos: Punto de Vista y Rotterdam); Convocatorias (con toda la información sobre premios, becas y concursos), Grafistmos (sección sobre cómic e ilustración a cargo de Felipe Hernández Cava, Premio Nacional de Cómic 2009), Publicaciones (con una entrevista a Hans Ulrich Obrist), Noticias y Bob Deler, la tira cómica de Cava & Keko para EXIT Express.

SUMARIO
Editorial
Lo privado.
Rosa Olivares
Opinión
Malestar.
Juan Vicente Aliaga
Ullán.
Miguel Morey
Entrevista
Oriol Bohigas. "El peso de la experiencia".
Fredy Massad y Alicia Guerrero Yeste
Tema Central
La ciudad: propuestas para el cambio
Francesc Muñoz y Miguel G. Cortés
Exposiciones
Malas calles.
José Luis Pérez Pont
Double Bind. ¡Deja de intentar comprenderme!
Guillaume Désanges
NIET NORMAAL. La diferencia expuesta.
Bianca Visser
Barock. Arte, ciencia, fe y tecnología en la edad contemporánea.
Celia Díez
Perfiles
Regina de Miguel + Luz Broto + Carlos Schwartz + Matías Sánchez + Tanit Plana + Fabiola Torres-Alzaga + Adrián Villar Rojas + Miroslaw Balka + Cao Fei + The Yes Men
Mercado
En busca del ARCO perdido.
Coleccionables: Entrevista con Virginia Torrente.
Celia Díez
Convocatorias
Deutsche Börse Photography Prize 2010.
Fallos + Convocatorias. Marta Mantecón Moreno
Publicaciones
Entrevista con Hans Ulrich Obrist.
Breve historia del comisariado.
Teresa Azevedo
Versión Original
Festival Internacional de Cine de Rotterdam.
Pablo Llorca
Festival Internacional de Cine Documental de Navarra.
Antonio Weinrichter
Zona Cero
Reflexiones sobre sostenibilidad.
Fredy Massad y Alicia Guerrero Yeste
Grafistmos
Takeshi Kitano + Duilio Cambellotti
Felipe Hernández Cava
Noticias
La Fundació Antoni Tàpies abre por fin sus puertas + Javier Solana nuevo miembro del Real Patronato del Museo del Prado + La 17ª Bienal de Sidney ya tiene director artístico + La 8ª Bienal de Gwangju anuncia fechas y título + La Colección FEMSA llega a Madrid + Adriano Pedrosa y Jens Hoffmann comisarios de la 12ª Bienal Internacional de Estambul + Qué difícil es hacer el amor... (Polémica exposición de Christoph Büchel en la Secession) + La Colección Biblioteca Azul Mínima de Siruela tiene nueva directora + La Tate Modern busca encargado de investigación y desarrollo expositivo + Nueva etapa en el Museu do Chiado + Francesco Manacorda nombrado director de Artissima
Historieta
Bob Deler.
Cava & Keko
La Última
El matadero

P.V.P.: 10 euros

terça-feira, março 02, 2010

Os mais vendidos em Fevereiro

01. As 3 vidas, João Tordo
02. a máquina de fazer espanhóis, valter hugo mãe
03. 90 livros clássicos para pessoas com pressa, Henrik Lange
04. A ilha debaixo do mar, Isabel Allende
05. Escolhida, P. C. Cast; Kristin Cast
06. Fúria divina, José rodrigues dos Santos
07. O braço esquerdo de Deus, Paul hoffman
08. O símbolo perdido, Dan Brown
09. História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Luís Sepúlveda
10. História de Portugal, Rui Ramos (coord.)

segunda-feira, março 01, 2010

EXIT em Sines!

A livraria A das Artes tem o prazer de anunciar que, a partir de agora, dispõe, para venda, das prestigiadas publicações espanholas EXIT:

- Revista EXIT - revista de imagem e cultura (trimestral)

EXIT #37 Arquitectura II. La mirada del artista
EXIT #37 continúa explorando la arquitectura como tema de la fotografía contemporánea, aunque esta vez toma el punto de vista de aquellos fotógrafos que están incluidos en el circuito del arte contemporáneo. Fotógrafos que, liberados de las obligaciones del encargo, se permiten explorar, investigar, analizar, experimentar e, incluso, hacer crítica de la arquitectura a través de sus proyectos, evidenciando aquello que muchos edificios esconden detrás de sus fachadas.La arquitectura moderna nace con la fotografía, y hoy en día ésta es esencial para el conocimiento de la arquitectura actual. De hecho parece que el lugar ideal para cualquier edificio es una fotografía. En el editorial "Del tamaño de una fotografía", Rosa Olivares analiza esa relación entre el tamaño y la visibilidad de la arquitectura en las publicaciones de arte.
EXIT #37 aborda la obra de artistas que han contribuido definitivamente al modo en que hoy miramos -y entendemos- la arquitectura, desde el pasado hasta la actualidad.
El primero de los ensayos lo firma el reconocido teórico del arte Simón Marchán Fiz (Catedrático de la Universidad Nacional de Educación a Distancia, Madrid) y bajo el título "La percepción estética de las arquitecturas a través de la arquitectura" traza una historia de la fotografía de arquitectura desde los catálogos monumentales decimonónicos hasta la actualidad, atravesando movimientos como el pictorialismo o la "straight photography".
El segundo, "Los medios de comunicación como arquitectura moderna", escrito por la prestigiosa historiadora de la arquitectura Beatriz Colomina (Catedrática de la Universidad de Princeton, EE.UU.), analiza a partir de algunas fotografías de Thomas Demand cómo la arquitectura moderna puede entenderse como un medio de comunicación que se construye como imagen a través de las páginas de los periódicos y las revistas.
La revista incluye también cuatro dossieres -José Manuel Ballester, Victor Burgin, Frédéric Chaubin, y Arni Haraldsson- sobre algunos de los más interesantes proyectos sobre arquitectura del siglo XX realizados recientemente. Dossieres en los que se incluye un texto en el que los propios fotógrafos hablan del modo en el que se relacionan con los edificios que representan.
Textos: Beatriz Colomina y Simón Marchán Fiz.Dossieres: José Manuel Ballester, Victor Burgin, Frédéric Chaubin, y Arni Haraldsson.Artistas: Eugène Atget, Édouard Baldus, Gabriele Basilico, Bernd & Hilla Becher, Sergio Belinchón, Jordi Bernadó, Edward Burtynsky, James Casebere, Hannah Collins, Philip Henry Delamotte, Thomas Demand, Jan Dibbets, Roland Fischer, Günther Förg, Dan Graham, Andreas Gursky, Hans Haacke, Lucien Hervé, Candida Höfer, Thomas Kellner, Jean Laurent, Lucia Moholy-Nagy, Iñigo Manglano-Ovalle, Aitor Ortiz, Aleksandr Rodchenko, Thomas Ruff, Ed Ruscha, Sebastian Schutyser, Alison & Peter Smithson, Edward Steichen, Paul Strand, Hiroshi Sugimoto, Frank Thiel, Bernard Tschumi, y Jeff Wall.

- Revista EXIT BOOK - revista semestral de livros de arte e cultura visual (semestral)
EXIT BOOK #12
EXIT BOOK #12 cuenta entre sus autores con uno de los pensadores más destacados y reconocidos de la actualidad, Néstor García Canclini, que parte del libro Siete días en el mundo del arte de Sarah Thornton para componer un interesante ensayo que analiza el escenario, los intereses y los agentes que constituyen y contribuyen a la articulación del mundo del arte contemporáneo internacional.
Y además, como en cada número, dos autores, tristemente desaparecidos durante el año 2009, se erigen en protagonistas de este volumen de EXIT BOOK: Claude Lévi-Strauss y Juan Antonio Ramírez.
El pensamiento del antropólogo francés Claude Lévi-Strauss, autor entre otros títulos de El pensamiento salvaje, Antropología Estructural o Tristes trópicos, es analizado por Manuel Delgado (Profesor de Antropología de la Universidad de Barcelona) que acerca al lector los intereses estéticos de una obra compleja e inabarcable, fundamental para entender el pensamiento contemporáneo.
Por su parte, Estrella de Diego (Catedrática de Historia del Arte Contemporáneo de la Universidad Complutense de Madrid) analiza la obra de Juan Antonio Ramírez, sin lugar a dudas, uno de los historiadores más brillantes de la reciente historia del arte en España. A través de las palabras de su ex alumna y amiga, el lector asiste al desvelamiento de las claves de su pensamiento. Un texto indispensable, construido desde la emoción y la admiración, que rinde merecido homenaje a un historiador que abrió el camino a toda una generación.

- Revista EXIT Express - revista de informação e debate sobre arte actual (mensal)

EXIT Express #49 Colecciones: Expuestas a la polémicaEl Tema Central del número de febrero de EXIT Express se centra en las reordenaciones de las colecciones de los principales museos europeos.La desaparición de los modelos cronológicos tradicionales ha dejado paso a nuevos montajes que buscan ir más allá de los iconos de cada colección y profundizar en la creación de otros relatos sobre la historia del arte. Pero: ¿son estos montajes realmente novedosos? ¿Constituyen una alternativa, o simplemente un lavado de cara del museo? ¿Cuáles son los discursos dominantes en la institución en nuestros días?
A través de las entrevistas con Manuel Borja-Villel (Dir. del MNCARS); Alfred Pacquement (Dir. del Centre Pompidou); Frances Morris (Dir. de la Colección de Arte Internacional de la Tate Modern), y Anna Mattirolo (Dir. de la Sección Arte del MAXXI), planteamos una revisión de las políticas expositivas de los principales museos europeos.
Pero más allá de la habitual perorata institucional, y como contrapunto a las opiniones de los responsables de los museos, varios críticos cuestionan la novedad de estos montajes, que en muchos casos no han alcanzado las expectativas deseadas, más aún cuando los modelos se copian sin atenerse a las características particulares del museo y el público.
En la Entrevista Central, el artista Manuel Saiz, residente en Londres desde 1988, nos expone su forma de entender la producción artística y su visión sobre el sistema artístico español e internacional.
La sección de Exposiciones de febrero presta atención a dos muestras de diferente planteamiento: El mal de la escritura, en el MACBA (Barcelona), y el tercer ciclo de exposiciones de La Conservera (Ceutí. Murcia). A estas reseñas se une un análisis del último proyecto expositivo desarrollado por el MUMOK (Viena): Gender Check, dedicado a revisar el arte de género producido en los países del Este en las últimas décadas.
En Perfiles se examina la trayectoria de diez artistas: Lara Almarcegui, David Rodríguez Gimeno, Karmelo Bermejo, Raimond Chaves y Gilda Mantilla, David Miranda, Florian Pumhösl, Jack Goldstein, Adriana Czernin, Arto Lindsay y Candice Breitz, además de una entrevista con Joana Vasconcelos.
Y las habituales secciones de Zona Cero (sobre los dudosos intereses de ciertos proyectos de arquitectura social), Convocatorias (con información sobre premios, becas y concursos), Grafistmos (sección sobre cómic e ilustración a cargo de Felipe Hernández Cava, Premio Nacional de Cómic 2009), Mercado (que analiza los efectos de los recortes presupuestarios del Ministerio de Cultura), Versión Original (centrada en Richard Brooks y en el recien fallecido Éric Rohmer),Publicaciones, Noticias y Bob Deler, la tira cómica de Cava & Keko para EXIT Express.

- Outras publicações EXIT - catálogos, livros de arte e imagem:

100 Videoartistas es una arriesgada apuesta por un medio que nació hace 50 años y que hoy se ha convertido en el lenguaje visual más característico del siglo XXI.
Una selección de 100 de los videoartistas más destacados e innovadores de la actualidad. Todas las generaciones de artistas, desde los pioneros que iniciaron el desarrollo de un medio que se coloca en un cruce de caminos entre el cine, la televisión, la fotografía y la acción, entre el arte conceptual, la crítica social y el documental, hasta los más jóvenes y experimentales. Una forma nueva y cambiante de expresión visual.
100 Videoartistas es un libro que reúne los ensayos de dos de los más importantes especialistas en la historia del vídeo y del panorama internacional más actual de la videocreación (David A. Ross y Christine Van Assche). De cada uno de los 100 artistas seleccionados se publica un ensayo realizado por un especialista e ilustrado con imágenes de algunos de sus vídeos más destacados (selección hecha por los propios artistas). La mayoría de los artistas han elegido al crítico o teórico que escribe su texto. Autores de todo el mundo y de todos los ámbitos participan con sus textos en una publicación que establece un punto de partida para estudiar y analizar la creación videográfica actual.
100 Videoartistas es la primera publicación realizada con un planteamiento internacional de este nivel: 100 artistas de 36 nacionalidades y 85 autores de 19 nacionalidades se unen para realizar un proyecto innovador e independiente, ajeno a las tendencias que colecciones, museos o mercado puedan plantear. Un trabajo realizado exclusivamente desde la creación visual y desde la crítica especializada.
Los 100 videoartistas incluidos son:
Eija-Liisa Ahtila, Doug Aitken, Chantal Akerman, Francis Alÿs, Emmanuelle Antille, Kutlug Ataman, Michel Auder, Shoja Azari, Eugènia Balcells, Rosa Barba, Matthew Barney, Judith Barry, Yael Bartana, Guy Ben-Ner, Ursula Biemann, Dara Birnbaum, Manon de Boer, Candice Breitz, Klaus vom Bruch, François Bucher, Matthew Buckingham, Peter Campus, Janet Cardiff & George Bures Miller, Chen Chieh-Jen, David Claerbout, Javier Codesal, James Coleman, Phil Collins, Donigan Cumming, Jonas Dahlberg, Dias & Riedweg, Sebastián Díaz Morales, Willie Doherty, A K Dolven, Stan Douglas, Harun Farocki, Peter Fischli & David Weiss, Douglas Gordon, Rodney Graham, Johan Grimonprez, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, David Hall, Doug Hall, Gary Hill, Hubbard/Birchler, Marine Hugonnier, Pierre Huyghe, Emily Jacir, Christian Jankowski, Isaac Julien, Jesper Just, William Kentridge, Joachim Koester, David Lamelas, Annika Larsson, Mark Leckey, Zilla Leutenegger, Mark Lewis, Marcellvs L., Christian Marclay, Dorit Margreiter, Steve McQueen, Bjørn Melhus, Aernout Mik, Tracey Moffatt, Bruce Nauman, Jun Nguyen-Hatsushiba, Tomás Ochoa, Marcel Odenbach, Melik Ohanian, João Onofre, Tony Oursler, Paul Pfeiffer, Pipilotti Rist, Julian Rosefeldt, Ulrike Rosenbach, Michal Rovner, Aïda Ruilova, Anri Sala, Hiraki Sawa, Ann-Sofi Sidén, Michael Snow, Sean Snyder, Jennifer Steinkamp, Hito Steyerl, Catherine Sullivan, Eve Sussman/Rufus Corporation, Fiona Tan, Sam Taylor-Wood, Salla Tykkä, Francesco Vezzoli, Bill Viola, Marijke van Warmerdam, Gillian Wearing, Apichatpong Weerasethakul, Jane & Louise Wilson, Robert Wilson, Yang Fudong, Catherine Yass, Artur Zmijewski.
100 artistas españoles reúne una selección de los más destacados artistas españoles en activo, propuestos a partir de la consulta a un comité formado por dieciséis prestigiosos críticos y comisarios nacionales. Cada artista cuenta con cuatro páginas en las que podemos encontrar: un texto (español/inglés) que analiza su obra y trayectoria, escrito por reconocidos especialistas en arte contemporáneo, y una amplia selección de imágenes. En el apéndice final se recogen los datos biográficos más relevantes de cada artista.
Este nuevo título se incluye dentro de la colección de libros de consulta sobre arte contemporáneo que se inició en 2005 con la publicación de 100 fotógrafos españoles, y que continuó con 100 artistas latinoamericanos, poniendo al alcance del lector una serie de volúmenes que sintetizan y ordenan la efervescencia del panorama creativo actual.
Los 100 artistas españoles incluidos son:Antoni Abad, Rafael Agredano, Pep Agut, Pilar Albarracín, Lara Almarcegui, Chema Alvargonzález, José Ramón Amondarain, Eugenio Ampudia, Daniel G. Andújar, Ibon Aranberri, Txomin Badiola, Eugènia Balcells, Jorge Barbi, Miquel Barceló, Elena Blasco, Isidro Blasco, Rosa Brun, Cabello/Carceller, Carmen Calvo, Miguel Ángel Campano, Eugenio Cano, Victoria Civera, Chema Cobo, Javier Codesal, Jordi Colomer, Carles Congost, Nacho Criado, Rufo Criado, Ángela de la Cruz, Elena del Rivero, Pep Durán, Jon Mikel Euba, Evru, Esther Ferrer, Alicia Framis, Dora García, Ferran García Sevilla, Iñaki Garmendia, Curro González, Luis Gordillo, Federico Guzmán, Juan Hidalgo, Cristina Iglesias, Prudencio Irazabal, Pello Irazu, Concha Jerez, Menchu Lamas, Francisco Leiro, Carlos León, Guillermo Lledó, Eva Lootz, Maider López, Rogelio López Cuenca, Enrique Marty, Mateo Maté, Miralda, Miquel Mont, Juan Luis Moraza, Joan Morey, Manu Muniategiandikoetxea, Antoni Muntadas, Paloma Navares, Marina Núñez, Itziar Okariz, José Antonio Orts, Mabel Palacín, Esther Partegàs, Antón Patiño, Carlos Pazos, Javier Peñafiel, Alberto Peral, Perejaume, Juan Pérez Agirregoikoa, Jaume Plensa, Txuspo Poyo, Ana Prada, Sergio Prego, Fernando Renes, Juan Carlos Robles, Pedro G. Romero, MP & MP Rosado, Francisco Ruiz de Infante, Manuel Saiz, Simeón Saiz Ruiz, Fernando Sánchez Castillo, Néstor Sanmiguel Diest, Soledad Sevilla, José María Sicilia, Santiago Sierra, Fernando Sinaga, Susana Solano, Francesc Torres, Juan Ugalde, Darío Urzay, Juan Uslé, Isidoro Valcárcel Medina, Eulàlia Valldosera, Azucena Vieites, Darío Villalba, Virginia Villaplana.
Tempelhof. Begoña Zubero
Realizado en torno al mítico aeropuerto de Berlín, cerrado al tráfico aéreo durante el añó 2008, Tempelhof, de Begoña Zubero, es el último proyecto fotográfico publicado por EXIT dentro de su serie de libros de proyectos fotográficos. El libro cuenta con un ensayo sobre la serie de fotografías de Zubero a cargo de la especialista en fotografía Rosa Olivares:
"Entre todos los edificios que han sobrevivido a la convulsa historia de Europa en el último siglo y que perviven como una huella de la historia inmediata, el aeropuerto de Berlín, Tempelhof, sobresale no sólo por la belleza y singularidad de su diseño y construcción, sino por ser un símbolo de la ciudad, haber protagonizado momentos históricos en la vida de la ciudad, y porque su cierre definitivo ha sido ya decretado, cambiando en este principio del siglo XXI un uso que definió y marcó toda la vida económica, social e histórica de Berlín en el siglo XX. Cierra, sí, un símbolo del poder del nazismo, un edificio mágico en sí mismo y que ha atravesado prácticamente un siglo con su inmensa presencia".
"Las imágenes que Zubero ha creado no sólo refuerzan la presencia, sin duda ya eterna, de Tempelhof, sino que le dota de una vida paralela, una vida silenciosa y anclada en un tiempo indefinido. En un riguroso blanco y negro, Zubero fragmenta cada plano, cada curva, muestra con detalle los pasillos, la fachada, los servicios, sin que nunca veamos todo el cuerpo a la vez. Estas imágenes se recrean paseando por las curvas infinitas de un edificio que sigue siendo el más grande de uso civil en Europa, y el segundo del mundo después del Pentágono en Washington. Son fotografías de silencio, vacías de presencia humana pero cargada de vestigios, frías y que pertenecen a un tiempo que no es éste, definitivamente, que no es el tiempo, el momento en el que han sido tomadas. Son fotografías autónomas, que parecen alejarse del sentido del lugar para centrarse en mostrarnos la fría belleza de la línea curva".

Yo, tú, él, ella, nosotros, nosotras, vosotros, vosotras,ellos y ellas.Germán Gómez
Primer libro de la colección "Proyectos" de EXIT Publicaciones. Una colección de proyectos fotográficos que se inicia con la serie de Germán Gómez "Yo, tú, él, ella, nosotros, nosotras, vosotros, vosotras, ellos y ellas".
Este trabajo es el primero que Germán Gómez realiza como un proyecto unificado, durante sus años de formación, y consiste en una amplia selección de retratos individuales y de grupo, en color y en blanco y negro, de niños y adolescentes alumnos de Germán Gómez en un centro de Educación Especial entre 1992 y 2001.
La belleza y la inocencia de los modelos se subraya con el cariñoso tratamiento de Gómez y la cuidada composición de cada imagen. El libro, editado exquisitamente en tritono y cuatricomía, tiene 100 páginas con desplegables que tratan con el mayor respeto la obra del artista.
Esta colección de libros de fotografía nace con la intención de editar libros de proyectos fotográficos, tanto de artistas españoles como extranjeros, famosos y desconocidos, siempre que tengan un interés específico y no hayan sido publicados anteriormente.
100 Fotógrafos españoles en edición de bolsillo o en tapa dura es una publicación con toda la información sobre la fotografía española de hoy, y supone una auténtica novedad en el panorama editorial actual. 100 Fotógrafos españoles reúne una selección de los mejores fotógrafos españoles vivos y gracias a su formato, con entradas por cada artista, resulta un volumen de fácil manejo y consulta. El libro, escrito íntegramente por Rosa Olivares, editora y directora de las publicaciones EXIT, cuenta con un cuidado y moderno diseño en el que la imagen tendrá un lugar destacado, convirtiéndose en una publicación de gran atractivo visual.
Fotógrafos seleccionados: Ignasi Aballí, Carlos Aires, Chema Alvargonzález, Genín Andrada, Martín Ansón, Mario de Ayguavives, José Manuel Ballester, Raúl Belinchón, Sergio Belinchón, Lidia Benavides, Jordi Bernadó, Mira Bernabeu, Bleda y Rosa, Javier Campano, Daniel Canogar, Carlos Canovas, Vari Caramés, Maggie Cardelús, Naia del Castillo, Toni Catany, Tomy Ceballos, Hannah Collins, Félix Curto, José María Díaz Maroto, Manel Esclusa, Javier Esteban, Joan Fontcuberta, Pere Formiguera, Ferrán Freixa, Julia Galán, Carmela García, Alberto García-Alix, Cristina García Rodero, Amparo Garrido, Miguel Ángel Gaüeca, Pablo Genovés, Germán Gómez, Pierre Gonnord, Dionisio González, Juan González, Marisa González, Ciuco Gutiérrez, Cristóbal Hara, David Jiménez, Luis Izquierdo Mosso, Cristina Lucas, Chema Madoz, Anna Malagrida, Ángel Marcos, Alicia Martín, Ramón Masats, Mireya Masó, José María Mellado, Oscar Molina, Begoña Montalbán, Julia Montilla, Isabel Muñoz, Rosa Muñoz, Rafael Navarro, Eduardo Nave, José María Navia, José Noguero, Miguel Oriola, Ana Teresa Ortega, Aitor Ortiz, Ouka Leele, Pilar Pequeño, Concha Pérez, Carlos Pérez Siquier, Tanit Plana, Concha Prada, Gonzalo Puch, Mabi Revuelta, Xavier Ribas, Aleydis Rispa, Humberto Rivas, Luisa Rojo, Iñigo Royo, Jorge Rueda, Unai San Martín, Ixone Sadaba, José Luis Santalla, Manuel Sonseca, Montserrat Soto, Antonio Tabernero, Miguel Ángel Tornero, Laura Torrado, Ana Torralva, Miguel Trillo, Juan Urrios, Javier Vallhonrat, Valentín Vallhonrat, Mayte Vieta, Manuel Vilariño, Luis Vioque, María Zárraga, Begoña Zubero. Un amplio panorama de los mejores fotógrafos españoles actuales.

100 Artistas Latinoamericanos reúne una selección de los mejores artistas latinoamericanos en activo, propuestos a partir de la consulta y debate de un comité de expertos en arte latinoamericano.El libro se inicia con unos textos de introducción a cargo de Rosa Olivares, Ticio Escobar, Gerardo Mosquera, Andrea Giunta e Irma Arestizábal, que plantean la situación del arte desde Latinoamérica argumentándolo a través de distintas perspectivas: el propio concepto geográfico, las dinámicas centro-periferia, la tradición, el presente y el futuro, la internacionalización, encauzando así el sentido de esta reunión de artistas tan heterogénea y con un denominador común que, como se comprueba en las páginas siguientes, no es más aglutinador que diferenciador.
La selección de los 100 artistas se presenta siguiendo un orden alfabético. Cada artista cuenta con cuatro páginas en las que podemos encontrar: un texto (español/inglés) de análisis sobre su obra y trayectoria, escritos por un grupo de especialistas en arte contemporáneo, y una amplia selección de imágenes que reflejan la evolución de su producción artística. Un apéndice final con los datos biográficos más relevantes de cada artista completa y cierra el volumen.
La relación de los 100 artistas latinoamericanos seleccionados es la siguiente:Brooke Alfaro, Allora & Calzadilla, Narda Alvarado, Francis Alÿs, Carlos Amorales, Armando Andrade Tudela, Alexander Apóstol, Moisés Barrios, José Bedia, Patricia Belli, Iñaki Bonillas, Tania Bruguera, Fernando Bryce, Waltercio Caldas, Miguel Calderón, Luis Camnitzer, Carlos Capelán, Maria Fernanda Cardoso, Los Carpinteros, Rolando Castellón, Sandra Cinto, Donna Conlon, Nicola Constantino, Rochelle Costi, Minerva Cuevas, José Damasceno, José Dávila, Juan Dávila, Gonzalo Díaz, Sebastián Díaz Morales, Eugenio Dittborn, Arturo Duclos, Juan Manuel Echavarría, Leandro Erlich, Iran do Espirito Santo, León Ferrari, Regina José Galindo, Carlos Garaicoa, Thomas Glassford, Fernanda Gomes, Guillermo Gómez-Peña, Beatriz González, Luis González Palma, Julio Grinblatt, Silvia Gruner, José Antonio Hernández-Díez, Arturo Herrera, Federico Herrero, María Teresa Hincapié, Alfredo Jaar, Roberto Jacoby, Yishai Jusidman, Guillermo Kuitca, David Lamelas, Gonzalo Lebrija, Jac Leirner, Carlos Leppe, Laura Lima, Aníbal López, Marcos López, Rafael Lozano-Hemmer, Jorge Macchi, Marco Maggi, Ana Maria Maiolino, Rubens Mano, Fabián Marcaccio, Teresa Margolles, Marepe, Cildo Meireles, Beatriz Milhazes, Priscilla Monge, Ronald Morán, Vik Muniz, Oscar Muñoz, Ernesto Neto, Rivane Neuenschwander, Tomás Ochoa, Gabriel Orozco, Damián Ortega, Fernando Ortega, Jorge Pardo, Liliana Porter, Wilfredo Prieto, Raúl Quintanilla, Rosângela Rennó, José Alejandro Restrepo, Miguel Rio Branco, Miguel Ángel Rojas, Graciela Sacco, Doris Salcedo, Osvaldo Salerno, Pablo Siquier, Melanie Smith, Valeska Soares, Javier Téllez, Milagros de la Torre, Tunga, Adriana Varejão, Pablo Vargas Lugo, Miguel Ventura.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Luís Sepúlveda

Esta é a história de Zorbas, uma gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota...Com a graça de uma fábula e a força de uma parábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético.

Se já era bom, melhorou.

Quem resiste a esta nova edição da "História de uma gaivorta e do gato que a ensinou a voar"?
Agora na Porto Editora, com ilustrações de Sabine Wilharm.

N'A das Artes, por 15,50€, mais de 140 páginas de bom gosto.










quarta-feira, fevereiro 17, 2010

TOP Janeiro

1 - Fúria divina, José Rodrigues dos Santos
2 - O símbolo perdido, Dan Brown
3 - Os dias de Saturno, Paulo Moreiras
4 - 90 livros clássicos para pessoas com pressa, Henrik Lange
5 - O remorso de baltazar serapião, valter hugo mãe

terça-feira, dezembro 29, 2009

Os mais vendidos em 2009

01 - Jesusalém, Mia Couto
02 - Fúria divina, José Rodrigues dos Santos
03 - O símbolo perdido, Dan Brown
04 - Barroco Tropical, José Eduardo Agualusa
05 - No teu deserto, Miguel Sousa Tavares
06 - Leite derramado, Chico Buarque
07 - As 3 vidas, João Tordo
08 - Amanhecer, Stephenie Meyer
09 - A cabana, Wm. Paul Young
10 - Lua Nova, Stephenie Meyer
11 - Caim, José Saramago
12 - O Tigre branco, Aravind Adiga
13 - Eclipse, Stephenie Meyer
14 - Não sei nada sobre o amor, Júlia Pinheiro
15 - A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos
16 - A sombra do que fomos, Luís Sepúlveda
17 - Crepúsculo, Stephenie Meyer
18 - Os dias de Saturno, Paulo Moreiras
19 - A fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos
20 - O codex 632, José Rodrigues dos Santos

Os mais vendidos em Dezembro 2009

01 - Fúria divina, José Rodrigues dos Santos
02 - O símbolo perdido, Dan Brown
03 - As três vidas, João Tordo
04 - A cabana, Wm. Paul Young
05 - Caim, José Saramago
06 - Os dias de Saturno, Paulo Moreiras
07 - A fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos
08 - Jesusalém, Mia Couto
09 - A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos
10 - O codex 632, José Rodrigues dos Santos
11 - A Filha do Capitão, José Rodrigues dos Santos
12 - A melodia do adeus, Nicholas Sparks
13 - A sombra do que fomos, Luís Sepúlveda
14 - Aqueles dias em Lisboa, Eileen Ramsay
15 - Nao sei nada sobre o amor, Júlia Pinheiro
16 -No teu deserto, Miguel Sousa Tavares
17 - Uma noite não são dias, Mário Zambujal
18 - História de Portugal, Rui Ramos (coord.)
19 - O sétimo selo, José Rodrigues dos Santos
20 - Chiquita, Antonio O. Rodriguez

domingo, dezembro 20, 2009

quarta-feira, novembro 11, 2009

Planeta Tangerina - AGENDA 2010

JÁ CHEGARAM!!!!!!!!!

O desconcerto do mundo começa pelo que vai ficando por consertar.

Uma torneira que pinga, uma porta que descai, uma gaveta que empena.

Há os desconcertos tranquilos, com os quais podemos conviver meses inteiros sem perder horas de sono, e há os outros, mais agudos, que contribuem devagarinho para o nosso desconcerto interior, o mais terrível de todos, para o qual não há parafusos, arrebites, bananas ou batoques que nos valham.

O problema é que manter o mundo a funcionar dá trabalho.

O problema é que manter o mundo num brinquinho é só para alguns.

Consertar o mundo implica o domínio de certas técnicas e palavras que, aos poucos, desconfiamos nós, estão a cair no esquecimento.

E é aqui que entra em acção a Agenda do Planeta Tangerina para 2010.

A agenda “Rufino & Filhos” será como uma autêntica aula prática para aplicar ao longo do ano que aí vem: em cada semana apresentamos uma peça, um material, uma ferramenta imprescindível para quem está farto do desconcerto do mundo.

Em 2010, não vale deitar fora, o que está a dar é consertar.

Por isso, concentrem-se e consertem.(E aprendam que o Sr. Rufino não dura sempre…)

segunda-feira, outubro 26, 2009

TOP os mais vendidos no último mês

01 - 2666 - Roberto Bolaño, Quetzal
02 - Traída, P. C. Cast, Saída de Emergência
03 - O Jogo da Verdade, Sveva Casati Modignani
04 - Portugal, que futuro?, Medina Carreira, Objectiva
05 - Fúria Divina, José Rodrigues dos Santos, Gradiva
06 - Jesusalém, Mia Couto, Caminho
07 - A Cabana, W M Paul Young, Porto Editora
08 - A sombra do que fomos, Luís Sepúlveda, Porto Editora
09 - Um amor em tempos de guerra, Júlio Magalhães, Esfera dos Livros
10 - Uma longa viagem com António Lobo Antunes, João Céu e Silva, Porto Editora